quarta-feira, 22 de abril de 2015
Claustrofobia
Meu corpo se parece com uma grande caixa
E a cada segundo minha alma se torna mais espremida.
O pouco ar que há não é o suficiente para satisfazer meu pulmões
E a qualquer momento vejo que a caixa será explodida.
Minha boca quer gritar o que não cabe mais no peito
E meus olhos deixam escorrer o que do coração transborda.
O que aconteceria se eu berrasse aos quatros ventos
Que você é a única pessoa com que minha mente se importa?
Se você come, se você bebe
Com quem está e com qual roupa se veste
Com quem sonhas e por quem sorri
Se algum dia estive dentro de ti.
Com quem conversas madrugadas a fio
Com quem deitas, e porque com ela se deita
Se estás doente e quem te acalenta
Se sentes o que eu sinto quando a gente se beija.
Meu corpo me aperta cada vez mais
Quando penso no teu toque em minha cintura
Em tua respiração em meu ouvido
E nos teus ósculos em minha nuca.
Teus lábios em meu ombro
E minhas mãos em teus cabelos.
Sinto meu corpo retrair
Na singela lembrança do toque de teus dedos.
Meu ar se esgota
E minhas lágrimas denunciam
Que te amar é involuntário
E que não há cura para minha claustrofobia.
(E.R)
Marcadores:
amor,
blog,
bokura ga ita,
claustrofobia,
dor,
poema,
poemize-se
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário