Tu que contas as horas de com ele estar
E passas horas a fio a se embelezar,
Viste que teu amor desprezou
E como mestre salas nele pisou.
Tu que estás a admirar
A fotografia que guardas em teu celular,
Suspiras a cada lembrança que vens à cabeça
Espero que da dor que sentires não se esqueça.
Vai de encontro ao sabiá
E pergunte para onde foi o teu penar
Há muito teus olhos vermelhos estão
E tu não sabes quando finda a solidão.
Te digo, ó morena,
Abra já o teu sorriso
Arrume o cabelo emaranhado
E ajeite o teu vestido.
Breve ele baterá na tua porta
E tu, que nada tens de idiota,
Mostrarás que passa bem
E que muito bem sem ele tem vivido.
(E.R)
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